História da Contabilidade

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A profissão contábil tem como símbolo o Caduceu.

 

Existem informações, datadas de 20 mil anos a.C, de que o homem já registrava os fatos da riqueza em contas patrimoniais. Entre 2100 e 1580 a.C., na Ilha de Creta, toda produção agrícola e industrial era controlada através de registros contábeis. Enquanto no Egito existia a obrigação de livros e documentos comerciais.
Na Mesopotâmia foi adotado o Razão (conhecido como Livro Razão), com a finalidade de demostrar sumários de fatos patrimoniais, orçamentos evoluídos de receita e despesa pública, além de cálculos de custos. Já em 100 a.C., no Império Romano , funcionava um sistema jurídico de Contabilidade organizado.

Brasil

Com a descoberta do Brasil, em 1500, entre os novos integrantes da instituição do Governo Geral, chegaram, também, os provedores da Fazenda, conhecidos como contadores. E após 270 anos é baixada uma lei que regulamenta o exercício da profissão contábil em Portugal. Mas foram necessários mais 40 anos para começarem as aulas de Comércio da Corte, no Brasil, nos idos de 1800. E só 69 anos depois surge a associação profissional e cultural contábil do País, chamada de Associação dos Guarda-Livros da Corte. Já em 1905 os profissionais da área passam a receber diplomas e serem reconhecidos, oficialmente, pela Academia de Comércio do Rio de Janeiro e a Escola Prática de Comércio de São Paulo, uma das mais antigas instituições de ensino do País, que teve como apoiadores o conde Antônio Álvares Penteado, que também criou a FECAP – Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado.

Decreto-Lei 9.295

No primeiro Congresso Brasileiro de Contabilidade, ocorrido em 1924, os participantes cobram das autoridades a aprovação de uma lei para regulamentar o exercício da profissão, no País. Mas isso só acontece em 1946, por meio do Decreto-Lei 9.295 e pela Resolução CFC nº 960/03, quando é criado o Conselho Regional de Contabilidade. Dentre as competências: orientar, normatizar e fiscalizar o exercício da profissão contábil, regular acerca dos princípios contábeis, do cadastro de qualificação técnica e dos programas de educação continuada, bem como editar Normas Brasileiras de Contabilidade de natureza técnica e profissional.

Já em 2010 foi sancionada pelo Presidente da República a lei 12.249, que institui a obrigatoriedade do Exame de Suficiência na área contábil. E dentre os resultados institucionais definidos pelo Conselho Federal de Contabilidade estão:
Fortalecer a imagem do Sistema CFC/CRC/s e da profissão contábil perante a sociedade e atuar como fator de proteção da sociedade;
Influenciar na formação das competências e das habilidades do profissional, fomentando a educação continuada, além do incentivo à participação sociopolítico-institucional;
Firmar parcerias estratégias; Inovar, integrar e otimizar a gestão do sistema;
Elaborar, acompanhar e aperfeiçoar normas de interesse do setor;
Garantir qualidade e confiabilidade nos processos e nos procedimentos;
Aperfeiçoar, ampliar e difundir ações de educação continuada, registro e fiscalização.
Ser referência nacional e internacional como órgão de profissão regulamentada, politicamente articulado e formador de opinião em questões socioeconômicas, tributárias, técnicas e organizacionais, consolidando a profissão contábil como fator de proteção da sociedade.

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